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16 fevereiro 2009

Dias líquidos


Caldeirão Verde, Setembro 2008

10 outubro 2007

Rabaçal, Agosto 2007

Quando o Inverno chegou a folha soltou-se, feliz, e vestiu-se de água.

04 outubro 2007

Amores de Verão

(daqui)
- És tão linda!
- Pára...
- É a tua cara, adoro a tua cara, a tua boca, comia-te a boca toda.
- És sempre o mesmo.
Ela sorri docemente.
- Tens a certeza? A que horas parte o avião? Há um hotel aqui perto...
Ela sorri docemente.
- Não podes chegar, partir e deixar-me sempre assim cheio de vontade de ti.
Ela sorri docemente.
Então ele olha-a por cima da mesa do café e fixa-lhe os olhos, a face delicada, o pescoço esguio e os lábios vermelhos até ao próximo Verão.
O amor é fodido.

30 setembro 2007

As voltas da vida


Caravana de dromedários perto de Nouakchott, Mauritânia.
Fico à espera de fotos destas gentes e lugar, dá-me uso a esse "olho" observador et surtout n'oublie pas un recette de tagine!
Até Dezembro,
As-salam’alaik

15 setembro 2007

Férias


Porto Santo, Setembro 2007

Uma semana no Porto Santo, uma semana em casa. Acabou. De volta à realidade.

09 agosto 2007

Golpe de vista


Ele: - Olha! Estou a ver a aura do teu coração!
Eu: - Não é aura, parvo, é o chacra. E não é o chacra, é o flash...


07 agosto 2007

Arcade Fire

Arcade Fire, Lisboa, já 04.07.2007

A foto é uma cagada se considerarmos que a fotógrafa sonhava com uma impressão nítida do que se passava em palco. Esquecendo tal considerando, ficou... assim.
Foi um dos pontos altos das férias. Foi fantástico, emocionante, arrepiante ouvi-los. Geralmente só vejo os meus heróis já em fase de pleno gozo de fama, mais ou menos barrigudos, mais ou menos inchados de si, por vezes a já terem visto melhores dias e a perderem a inspiração de vista.
Foi diferente, ver estes ainda fedelhos, ainda (mais ao menos) no começo. Não ouvi "I Will Follow" em Vilar de Mouros no século passado, mas ouvi pérolas do mesmo calibre nesta noite.
Para rematar, está uma alma a abanar-se quanto mais pode quando, vinda do nada, cai-nos em cima uma farta cabeleira encaracolada e somos abraçadas até ficarmos sem fôlego. "Môri! Eu sabia que ias estar aqui!"
Ele há noites assim...

26 julho 2007

Das férias e assim...

Despachorrenta, tem sido este o meu estado desde que voltei a casa.
Não apetece escrever nada, pouco ou nada circulo pelos blogues, ando muito caseira e com um estranho estado de espírito a atirar para o calmo/apaziguado/em-paz-comigo. Não é mau, sou capaz de me habituar a isto.
E como estou assim e este sítio começa a cheirar a mofo, vou abrir uma ou outra janela de vez em quando. Uma nesga de cada vez, devagarinho, para habituar os olhos à luz lá fora. As fotos de férias são uma boa desculpa.
Vamos lá, então.
Nazaré, 11 Julho 2007

30 junho 2007

Férias

Até daqui a 15 dias (se não apanhar um computador antes...).
Beijos e abraços a quem fica.


12 junho 2007

Santo António, 12.06.1988

Era tarde e nós embrulhados algures entre o Castelo e a Praça do Comércio.
Alguém passou num carro e gritou "arranjem um quarto!".
Faz hoje 19 anos de lambeijos.

10 junho 2007

Nos dias bons chegava à beira, fincava os dedos dos pés até arranhar o lodo e mergulhava. Nesses dias podia com o mundo inteiro na palma da mão e levava-o com ela até ao fundo. Chegada aí, largava-o, batia com os pés na areia e cortava veloz até à superfície onde ficava a arquejar à procura de ar e mais ar para encher os pulmões. Depois estirava-se na água e ficava assim, ora de pernas encolhidas, ora a adejar os braços, ora a andar de bicicleta de lado obrigando o corpo a rodar sobre si próprio. E nunca se afundava, boiava sempre, daquela maneira estranha e desinquieta. Até a pele engelhar e as unhas ficarem roxas.
Nos dias maus chegava à beira, fincava os dedos dos pés até arranhar o lodo e ficava.
Nesses dias o mundo inteiro era-lhe pesado e tinha a certeza de que se mergulhasse nunca mais conseguiria voltar à superfície.
Então descia e deixava-se ficar na beirinha. Apanhava conchas e pequenos búzios que o mar descartara da sua colecção enquanto aguardava que o mundo ficasse mais leve. Só então o equilibrava na palma da mão e corriam os dois mar adentro.

06 junho 2007

Cinzeiro partido no canto...

...não se vê, mas é verdade. Que seria de nós se tudo o que é verdade se visse.

17 maio 2007

Pormenores

Porto da Cruz, Maio 2007

"... mas ao fim de algum tempo damo-nos conta de que tendo meio centímetro de alguma coisa temos mais chances de preservar um certo sentimento do universo do que se pretendermos fazer o céu inteiro."

Nicole Krauss, A História do Amor

11 abril 2007

04 abril 2007

Sem tempo nem pachorra...





... para nada, muito menos para ir ao cabeleireiro.
Ainda bem que há alternativas.

(recebido dele, via email)

29 março 2007

Apanhada

(daqui)

14 fevereiro 2007

11 fevereiro 2007

Alma sensível

(via email)
Era diferente, sempre fora. Desde pequeno agarrado ao avental da mãe e, mais tarde, agarrado aos vestidos e sapatos de salto dela. Dos saltos desistira, era um desequilibrado por natureza, mas dos vestidos não. Nem das "écharpes" e penugens diversas que enrolava no pescoço com jeitos e trejeitos coquetes qual Isadora Duncan de maçã de adão sobredesenvolvida. E porque previa para si um fim semelhante, enquanto amealhava para um descapotável em segunda mão treinava com o cilindro durante a hora de almoço.