25 janeiro 2006

20 janeiro 2006

Loja do Cidadão

Hoje fui à Loja do Cidadão pouco antes das 19h00.
À minha frente entrou um homem dos seus oitenta e muitos, andar arrastado, homem de campo sem dúvida, tendo em conta as botas e o chapéu que já tinha visto melhores dias enfiado na cabeça. Tinha um ar deslocado como se fosse a primeira vez que entrava ali e vi que se dirigia à recepção. Avancei para o meu atendimento, lá bem no fundo, e passados uns 10 minutos vejo o velhote avançar para um balcão do outro lado do corredor em amena cavaqueira com uma recepcionista que lhe acompanhava o passo vagaroso e já com os papéis dele nas mãos.
Como havia alguém a ser atendido, ela aguardou e foi explicando como se tirava a senha. Quando chegou a vez dele, puxou-lhe a cadeira para se sentar, virou-se para a funcionária, entregou os papéis, explicou-lhe o assunto e, por fim, virou-se para ele e disse-lhe algo do género "...esta senhora vai tratar de tudo..." ou assim. Despediu-se, ele levantou-se e apertou-lhe a mão evidentemente agradecido.
Enquanto voltava a sentar-se, a recepcionista fez um sinal discreto a um outro funcionário por detrás do balcão e apontou para o velhote e para a saída. Ele percebeu e fez um sinal com a cabeça. Que sim, que o acompanharia até à porta.
Quem me conhece, sabe o bem que digo desta Loja do Cidadão. Não sei como funcionam as outras, mas esta "enche-me as medidas". Para além da vantagem evidente de se ter uma série de serviços ali todos à mão, é o atendimento que me deixa espantada!
Nas poucas vezes que precisei de entrar em repartições, vi de tudo: funcionários a falar ao telefone ou com o colega ignorando olimpicamente quem está do outro lado do balcão, a atender sem um simples "bom dia" que a boa educação pede, com um ar de perfeito enfado e sem qualquer ponta de boa vontade e predisposição para ajudar os utentes. E a situação piorava quando apanhavam pela frente um destes velhotes ou alguém com ar mais humilde. Acredito que existam bons profissionais mas devo ter tido azar.
Daí o meu espanto ao assistir à cena de hoje. E não teve nada de especial, foi um simples caso de "tu precisas de ajuda e eu estou aqui para ajudar... mas também para ser sensível à tua condição e para respeitá-la, sem paternalismos de qualquer espécie".
Há momentos que fazem um dia valer a pena e este foi um deles.

Blending in stinks

(via email)

16 janeiro 2006

Lista dos "Chamava-te Um Figo" de 2005


Indecentemente fanado à São, esta é a lista da People Magazine dos
A foto corresponde ao 4º lugar deles, 1º meu. Bom gosto é assim...
É impressão minha ou está calor aqui ?!

15 janeiro 2006

Um sábado perfeito...

...é levantar tarde, tomar o pequeno-almoço de torradas de pão-de-casa no "Figos" do Caniço, voltar a casa, fazer máquinas de roupa, fazer osso buco para o almoço e puré de favas para o jantar e avançar para a selva que é o jardim (i.e. arrancar a floresta de plantas daninhas, escavunchar a terra e catar as centenas de pedras e pedregulhos pós-obras).
À noite, ver dois episódios seguidos de "House" e jogar Risco durante 4 horas (!?). Foi uma luta renhida durante a qual a História se repetiu: o fedelho mais novo deu-me uma tosa tal que me senti em plena Batalha de S. Mamede.
Ranhoso, ficas sem chocolates durante uma semana!

12 janeiro 2006

Direito de resposta

Para o comentador "anónimo" do post anterior, nas palavras dos muy amados e mesmo venerados Monty Python:

"Sit on my face, and tell me that you love me.
I'll sit on your face and tell you I love you, too.
I love to hear you moralize,
When I'm between your thighs;
You blow me away!

Sit on my face and let my lips embrace you.
I'll sit on your face and let my love be truly.
Life can be fine if we both sixty-nine,
And we'll sit on our faces in all sorts of places and play,
'Till we're blown away!"

10 janeiro 2006

When Love Speaks I

Our revels now are ended. These our actors,
As I foretold you, were all spirits and
Are melted into air, into thin air:
And, like the baseless fabric of this vision,
The cloud-capp'd towers, the gorgeous palaces,
The solemn temples, the great globe itself,
Yea, all which it inherit, shall dissolve
And, like this insubstantial pageant faded,
Leave not a rack behind. We are such stuff
As dreams are made on, and our little life
Is rounded with a sleep.

Joseph Fiennes (Prospero)
William Shakespeare, The Tempest, Act IV, Scene I.
in "When Love Speaks" (RADA)

08 janeiro 2006

O meu banner


Foi feito pela Jacky, claro, quem mais tem paciência para mimar o pessoal desta maneira?
Está lindo, Jacky, obrigada!

05 janeiro 2006

LeTroca

Joguinho recebido hoje por pombo-correio electrónico:

LeTroca

É viciante e ainda só joguei um cadinho de nada mas tenho de ir lavar a loiça e coser as peúgas e passar roupa a ferro e fazer um filho e escrever um livro.
Amanhã planto uma árvore que hoje estou de rastos.
Pensando bem, planto dois pés de couve biológicos que ali estão há meses e dão mais jeito para o caldo verde.
...
...
...
... Tenho que parar de fumar isto.

04 janeiro 2006

Alguns retratos de 2005

Como sempre, chegou por email.
Não sei se são as melhores mas são no mínimo fantásticas umas, lindíssimas outras, muito dolorosas algumas. Comparada com a maioria, esta é quase vulgar. Chama-se "Bald solidarity" e é a minha preferida.

29 dezembro 2005

Feliz 2006 !

Aqui não há balanços. Houve muita coisa boa e alguma merda pelo meio, mas o que aconteceu, aconteceu, ponto final.
Isto aqui foi uma coisa boa, pelo menos para mim. Gostei/o de vos visitar e de vos ver por aqui. Foi um prazer.
E pronto.
Desejo-vos força, engenho e paixão para espremer o sumo à vida, no matter what...
Feliz 2006 !

De volta

É bom voltar a casa. É como ir a casa, mas melhor ainda.
Quem sofre é o coração: deixa um pedaço ali, outro acolá para depois regressar com os pedaços colados com sorrisos resignados de saudade antecipada e olhos húmidos.
"Então até ao verão!"
E voltamos a casa, carregados de malas e de coração atamancado.
Até ao verão.

16 dezembro 2005

Férias

Volto a casa.
A todos os que aqui passarem de propósito ou por acaso, cuidem-se bem.

15 dezembro 2005

Auto-defesa

és estranha, de que é feita a tua carapaça?
de setas
medos
pedras,
dores
paus
dentes rangendo
e garras
todos voltados para dentro
assim fico
sem poder
sem querer sair
sem querer nada.
deixem-me assim
cair
f
u
n
d
o
e larguem-me da mão
a carapaça.

Para o desafio da Hipatia com desenho do Gaivina

11 dezembro 2005

Um domingo doce para todos


Recebida por email. Desfocar olhos vale 11 clusters de smarties. Boa sorte.

07 dezembro 2005

1f u c4n r34d th1s u r34lly n33d t0 g37 l41d.

M473M471C0

4S V3235 3U 4C0RD0 M310 M473M471C0
D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0
3 M3 P0NH0 4 P3N54R 3M NUM3R05
C0M0 53 F0553 UM4 P35504 R4C10N4L
540 5373 D1550, N0V3 D4QU1L0
QU1N23 PR45 0NZ3
7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0
M45 L060 C410 N4 R34L
3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505
H1NDU-4R481C05
(via email)

A nobre arte de cozinhar



São "Chefs".
Rapazinhos dotados na arte de bem cozinhar, peritos em criar pratos que fazem desfalecer as papilas gustativas mais exigentes.
E porque os olhos também comem, este aqui é o Lenny que tem uma receita de lamber os dedos.
Bon apétit!

Peach Cobbler

Ingredients:
8 fresh peaches (or 3 cans sliced cling peaches), 1/2 cup butter or margarine, 1 1/2 cups sugar, 1/4 teaspoon nutmeg, 1 teaspoon cinnamon, 1 cup unbleached all-purpose flour, 2 teaspoons baking powder, 1/4 teaspoon salt, 1 cup milk, 1 cup fresh raspberries, whipped cream.

Directions:
Preheat oven to 350 degrees F. Slice fresh peaches into 1/4-inch slivers (or drain cans and save juice).
Melt butter in a pan or microwave and pour into a 9- by 13-inch baking dish. In a small bowl, combine 1/2 cup sugar, nutmeg, and cinnamon.
In a separate mixing bowl, combine flour, remaining cup of sugar, baking powder, and salt. Whisk in milk and 1/2 cup of reserved peach juice (if using canned peaches) and spoon batter into baking dish over the butter. Place almost all the raspberries over batter.
Coat peaches with the sugar, cinnamon, and nutmeg mixture and scatter on top.
Bake 45 minutes to an hour (until golden brown).
Garnish with whipped cream and remaining raspberries.

06 dezembro 2005

Filmes para o Instituto Português de Oncologia

"O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento. «São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento», explica ao PortugalDiário a enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
«Temos sete quartos nesta unidade e todos eles estão ocupados. Estas pessoas não têm defesas e, por isso, estão num ambiente protegido», explica a enfermeira, para quem esta iniciativa vai fazer com que o tempo de espera custe menos a passar.
A «falta de "stocks"» torna necessária a ajuda da população: «Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-os», acrescenta a enfermeira.
O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a «comédia». Numa altura menos feliz das suas vidas, «um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital». Rir é sempre um bom remédio.
As cassetes de vídeo ou DVD's antigos podem ser enviadas para:

Instituto Português de Oncologia
Rua Professor Lima Basto
1093 Lisboa Codex
Telefone: 21 7229800"

Recebido por email, eu ando a abrir os meus baús, e tu?

A anedota favorita de Bento XVI

A father watched his young daughter playing in the garden. He smiled as he reflected on how sweet and pure his little girl was. Tears formed in his eyes as he thought about her seeing the wonders of nature through such innocent eyes.
Suddenly she just stopped and stared at the ground. He went over to her to see what work of God had captured her attention. He noticed she was looking at two spiders mating.

"Daddy, what are those two spiders doing?" she asked
"They're mating, " her father replied
"What do you call the spider on top?" she asked
"That's a Daddy Longlegs," her father answered
"So, the other one is a Mommy Longlegs?" the little girl asked.
As his heart soared with the joy of such a cute and innocent question he replied
"No dear. Both of them are Daddy Longlegs"
The little girl, looking a little puzzled, thought for a moment, then took her foot and stomped them flat and said:
"We're not having any of that gay shit in our garden"

03 dezembro 2005

Como enganar o homem

O assunto resume-se basicamente nisto: ou ele faz um seguro de vida fabuloso ou faz análises!
Uma coisa é ser viúva-alegre, outra é ser viúva-alegre e rica!
Ora o homem tem aquela ideia enraizada de que só os outros é que adoecem, têm enfartes, hemorróidas, dores de dentes e escorbuto. E como souberam esses outros infelizes que padeciam de tais maleitas? Disse-lhes o médico! O médico! Degenerado ser, portador de más notícias e chupista viciado na carteira alheia!
De olhos arregalados, o homem chegou assim à brilhante conclusão: a ignorância é a fonte de uma vida longa e sem problemas. E é aqui que entra em cena a mulher.
"Ai que giro, não é que a farmácia tem um gabinetezinho para medir o colesterol? Nunca medi o meu, e se fossemos lá no sábado? São 3 minutos e dão logo os resultados!"
E fomos! Além do colesterol também medem os triglicéridos, a glicemia e a tensão arterial, um luxo! Resultados: a mulher, para além de um alarmante aumento de peso, está bem e recomenda-se. O homem tem todos valores acima do recomendável! A simpática doutora falou-lhe em "quadro de risco", avc's, resumindo: vá ao médico antes que se dê mal.
Cá fora, a mulher: "Mas temos de fazer alguma coisa, desta vez tens mesmo de ir ao médico, fazer análises, sei lá..." e o homem: "Ái mas que engraçada, aquela doutora! E aquela pronúncia do Norte, oh!" Uma mão rápida lançada a um sítio estratégico trá-lo de volta à terra. "Ok, ok... mas isso do médico, como é que se faz?" a mulher: "Ou vais para a fila do Centro do Bom Jesus ou vamos já aqui à Policlínica e despachas o assunto."
Trigo limpo, farinha Amparo! Consulta na hora, receita na mão, análises exaustivas marcadas e a proibição de, entre outras coisas, comer manteiga com pão! Ora isso equivale a cortarem-lhe o apêndice ou vender o Sporting ao Pinto da Costa, pelo que adivinho já lutas renhidas à volta da manteigueira.
De qualquer modo, caso falhe, viro-me para o Plano B: "Amôoore!... Olha-me este Seguro de Vida tãaao giro!"