16 abril 2007

Alma


Looking out the door i see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water
And maybe i'm too young to keep good love from going wrong
But tonight you're on my mind so you never know

When i'm broken down and hungry for your love with no way to feed it
Where are you tonight, child you know how much i need it
Too young to hold on and too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun And much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one

So i'll wait for you... and i'll burn
Will I ever see your sweet return
Oh will I ever learn

Oh lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep that will never come

It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles when i slept so soft against her
It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever

Well maybe i'm just too young
To keep good love from going wrong

Oh... lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Well I feel too young to hold on
And i'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind to see the damage i've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love well i'm waiting for you

Lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Lover, You Should've Come Over, Jeff Buckley

"Meu, isto é alma!" O dvd passava e nós, sentados por ali e por aqui, um bocado de álcool a mais uns, something else outros, ouvíamos. ... e ele inclinava a cabeça para trás, passava a mão nos cabelos, olhava-o no écran e semicerrava os olhos, já pequeninos... "Isto é alma, pá." Exacto, meu, alma em estado puro.

11 abril 2007

04 abril 2007

Sem tempo nem pachorra...





... para nada, muito menos para ir ao cabeleireiro.
Ainda bem que há alternativas.

(recebido dele, via email)

29 março 2007

I am

I am a bird girl now
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly
Antony and the Johnsons, "Bird Gerhl"

Apanhada

(daqui)

26 março 2007

Heartprints

...and again he said
"Believe me when I say there is no one but you."
...and so I did, again.
"Cross my heart and hope to die"
...that did it!
...
It was a lovely funeral.

21 março 2007

Março é um bom mês:

chega a Primavera, a floresta, a poesia e o sono partilham um dia e nasceram uns rapazes muito dotados na arte de escrever a toda a tecla que não fazem ideia do prazer que me dão quando os visito.
Falo dele, dele e dele.

Parabéns, meninos.


18 março 2007

When love speaks

Soneto 130
... um dos meus favoritos do disco, culpa do Alan Rickman.
Estava na Hipátia, ora vejam também...

7 Coisas e Loisas

A pedido da Gata aqui vai... finalmente!

7 coisas que faço muito bem:

Ouvir
Mousse de chocolate
“Sentir” os outros
Saber onde encontrar o que procuro no meio do caos.
Desligar-me
Servir de “ponte de ligação” mesmo quando os “pilares” acusam desgaste
Torta de laranja

7 coisas que detesto:


Arrogância
Violência
Mentira
Insensibilidade
Torradas mal feitas
Falta de brio profissional
Prepotência

7 coisas que me atraem no sexo oposto:

Inteligência
Mãos
Saber ouvir
Olhos
Humor
Sorriso
Ancas

7 coisas que costumo dizer:

Uáimãecuiniervos!
Môr
Sua besta!
Caraças!
Bons sonhos!
Adoro-te!
Paizinho, gasolina!!!


Quanto a passar esta batata quente a outras almas, não me parece, gosto tanto delas que as guardo todas só para mim. As batatas, bem entendido...

16 março 2007

Hoppípolla



Nanny, aqui está. Faz bem à alma.
Miau para ti.

13 março 2007

Wishlist

Há alturas em que quero começar a andar e andar e andar até as pernas não poderem mais ou ouvir Hoppípolla até me rebentarem os tímpanos.

11 março 2007

09 março 2007

Cor-de-rosa

(daqui)

Hoje, tal como todos os anteriores dias 8 de Março, encomendei 40 e piques rosas para as cachopas da agência. Não é a minha flor preferida mas reúne consensos e contra consensos nem sempre há argumentos.

Eu tinha pedido uma mistura de cores mas parece que a escolha se resumia a amarelo pálido e cor-de-rosa e foi o que entregaram. A primeira ainda vá, mas cor-de-rosa... eu não gosto de cor-de-rosa. Também não gosto de amarelo mas pálido ainda se engole, agora cor-de-rosa!

Tudo isto para dizer que, na hora de escolher a minha flor peguei numa cor-de-rosa, assim mesmo, como quem toma óleo de fígado de bacalhau do antigo consciente de que sabe tão mal que só pode fazer bem.

Lembro-me de uma entrevista feita ao Sting, há muitos anos, onde ele dizia que um dia tinha começado a ouvir discos de jazz... acho que era jazz... e que detestava aquela música mas que não podia parar de ouvir porque se o incomodava assim tanto só podia fazer-lhe bem. Nunca mais me esqueci este comentário e ultimamente tenho aceitado um pedaço aqui e outro ali de "cor-de-rosa" na minha vida.

Há o perigo de efeitos secundários mas o balanço geral é bom. Chama-se crescimento. Outros chamar-lhe-ão masoquismo mas estamos num país livre, por isso...

27 fevereiro 2007

Irlanda, Setembro de 1990

Knock
(Christy Moore)

At the early age of thirty-eight Me mother said 'Go West!'

'Get up, ' says she. 'and get a job'. Says I, 'I'll do my best'
I pulled on me Wellingtons to march to Kiltimagh
But I took a wrong turn in Charlestown and ended up in Knock

Oh once this quiet crossroads was a place of gentle prayer
Where Catholics got indulgent once or twice a year.
You could buy a pair of rosary beads or get your candles blessed
If you had a guilty conscience you could get it off your chest.

Then came the priest form Partry father Horan was his name
And since he's been appointed Knock has never been the same.
'Begod,' says Jem, 'tis eighty years since Mary was adout.'
'Tis time for another miracle.' and he blew the candle out.

CHORUS
From Fatima to Bethlehem, from Lourdes to Kiltimagh,
There's never been a miracle like the airport up in Knock

To establish terra firma he draw up a ten year plan
And started running dances around 1961.
He built a fantabulous church, Go h-álainn, on the holy ground
And once he had a focal point he started to expand

Chip shops and Bed and Breakfasts sprung up over night.
Once a place for quiet retreats now a holy sight.
All sorts of fancy restaurants for every race and creed
Where black and white and yellow pilgrims all could get a feed

The stalls once under canvas became religious supermarts
With such a range o' godly goods, they had top twenty charts.
While the airport opposition was destroyed by James' trump card.
For centenary celebrations he got John Paul the twenty-third

CHORUS
From Fatima to Bethlehem, from Lourdes to Kiltimagh,
There's never been a miracle like the airport up in Knock


'We had the Blessed virgin here,' Bold Jamesie did declare,
'And Pope John Paul the twenty-third appeared just over there.'
'Now do you mean to tell me', he said in total shock,
'That I am not entitled to an airport here in Knock.'

TD's were lobbied and harassed with talk of promised votes
And people who'd been loyal for years now spoke of changing coats.
Eternal damnation was threatened on the flock
Who said it was abortive building airports up in Knock

Now everyone is happy the miracle is complete.
Father Horan's got his runway, it's eighteen thousand feet
All sorts of planes could land there, of that there's little doubt,
handy for the George Bush to keep knock Gadaffi out.

CHORUS
From Fatima to Bethlehem, from Lourdes to Kiltimagh,
There's never been a miracle like the airport up in Knock


Did NATO donate, me boys, did NATO donate the dough?
Did NATO donate, me Girls, did NATO donate the dough?
Did NATO donate the dough, the dough, did NATO donate the dough?
Eighteen thousand feet of runway is an awful long way to go.

(Foster & Allen - popular Irish folk duo)
(TDs - Teachtarai Dail, Members of the Irish Parliament)


Amor, que fizemos nós a esta "tape"? Mais uma "missing in action". Deve ter ido parar ao "bruscar"...

24 fevereiro 2007

Vou já comprar um lépetóp

Na próxima vez que estiveres num avião com o tipo mais irritante do mundo sentado na cadeira do lado, sabes, aquele que refila e protesta por tudo e por nada...

1. Puxa da pasta do laptop e pousa-a nos joelhos;
2. Abre-a calma e pausadamente;
3. Abre o laptop e liga-o, respirando pesadamente;
4. Assegura-te de que o ente execrável sentado ao teu lado consegue ver perfeitamente o écran;
5. Abre esta mensagem.
6. Inspira profundamente, fecha os olhos e ergue a cabeça para o céu enquanto murmuras uma oração ininteligível;
7. Então, carrega neste link.
(via email, traduzido e aumentado pela dona da casa)

22 fevereiro 2007

Homens

(daqui)

"...Agora, como então, não é medo que se apodera dele, apenas inquietude, apenas uma maior percepção das coisas. A brisa marinha friamente beijando o suor no seu peito e pescoço. Gaivotas grasnando, queixando-se, mesmo enquanto se banqueteiam de milhares de cadáveres flutuantes. A respiração cadenciada dos trezentos rapazes atrás de si... prontos a morrer por ele, sem um momento de hesitação. Todos eles. Prontos a morrer. Eles pensam que sabem o que isso significa."
Frank Miller, "300"

19 fevereiro 2007

Oposi quê?

Na sequência da suposta "queda" do Alberto e ouvindo a oposição falar percebe-se perfeitamente porque é que o homem continua à frente dos "destinos" da Madeira.
Ó anjos, nunca ouviram falar em golpes de rins? Ele não caiu, atirou-se ao chão e prepara-se para se erguer de novo quando bem lhe apetecer.
Com uma oposicoisa destas dá cá uma vontadinha de votar Alberto!... o que vale é que depois de 3 ponchas volta-se ao normal.
Uaimãecuiniervos!

16 fevereiro 2007

Francisco, 12 anos.


(daqui)
"...numa tempestade num oceano isso é representado para mim as grandes mudanças em que eu passo e que eu fazia por muitos anos, depois tudo ficava melhor a água roxa tornou-se rosa e que representava o portal do amor e depois havia uma queda de água em que era azul-amarelada, e que representava um dragão de chamas com uma pele igual a um arco-íris e depois havia um arco-íris que representava um portal da amizade. Este é o meu sonho."

"Mãe, eu tive um sonho" e eu a enfiar uma pouca tralha para correr para o aeroporto e começas tu a desfiar o teu sonho, algo muito raro. E eu atrasada e aparvalhada com o que dizias sem tempo para digerir, pedi-te para escreveres tudo o que te viesse à cabeça, tudo o que te lembrasses desse sonho. E no regresso deste-me o papel com estas linhas, escrito à velocidade e medida do que te vai na cabeça, não de necessidades ou preocupações de escrita, assim de rajada, sem filtros, como tu. Guardo-o desde então.
Foste o meu melhor presente de aniversário há 12 anos e continuas a sê-lo todos os dias.
Parabéns, meu amor.

15 fevereiro 2007

14 fevereiro 2007

11 fevereiro 2007

Alma sensível

(via email)
Era diferente, sempre fora. Desde pequeno agarrado ao avental da mãe e, mais tarde, agarrado aos vestidos e sapatos de salto dela. Dos saltos desistira, era um desequilibrado por natureza, mas dos vestidos não. Nem das "écharpes" e penugens diversas que enrolava no pescoço com jeitos e trejeitos coquetes qual Isadora Duncan de maçã de adão sobredesenvolvida. E porque previa para si um fim semelhante, enquanto amealhava para um descapotável em segunda mão treinava com o cilindro durante a hora de almoço.

11 Fevereiro 2007

Sim.

07 fevereiro 2007

O perigo é a minha profissão

(via email)

01 fevereiro 2007

15 de Fevereiro, to whom it may concern...

... sim, a ti, para que não te queixes que eu nunca digo nada e tal e coisa.
E não julgues que a lista fica por aqui, vai sendo actualizada para dar muita hipótese de escolha.

Lambeijos por ali e acolá também.






31 janeiro 2007

Váismaspagarósevaisnãoperdespelademora...

"Cheiros assim nunca os senti, falo da alfazema que bordeja a tua campa.
Fala, não pares... e ela fala, levada por uma tranquilidade de fim de tarde morna, dolente. As mãos inertes, caídas sobre a manta de cores velhas, legado de avó de dúbio gosto. Em baixo soam pregões e palavrões chicoteados por mercadores de verduras, frutas e quejandos, de mãos calejadas.
Conhecera um, intimamente. Suspirou. Conhecera-o em cima de uma banca de brilhantes e tenras alfaces logo transformadas numa papa informe e viscosa sob os ímpetos de ancas esfomeadas. Recorda-se que por cima da cabeça dela abanava ao vento, irónica, a única testemunha do acto: uma placa de "Tomada de Passageiros". Tomada fora, pois... e com propriedade!
Fala, não pares...
Já não posso, responde ela, é tarde, pesam-me as pálpebras que é uma maneira diferente de dizer que tenho sono.
Mas...
Nem mais um pio!
E o resto?
O resto?... mas que maçada! Está bem, aqui vai o resto: em Portugal vemos o House, e a nível Mundial também.
Que parvoíce!
Reconheço
...e falta uma!
Ah... sim... então: em Portugal vemos o House, e a nível Mundial também excepto o Stevie Wonder, que é cego."

A culpa disto tudo é dela!

29 janeiro 2007

Intervention



Keys taken back I throw
The people they all grow
And choose what they want written on their stone
All quiet and alone

You can taste the fear
Lift me up and take me out of here
I know I want to fight I want to die
Just tell me what to say

Working for the church while your family dies
Little baby sister gonna lose her mind
Every spark of friendship and love will die without a hope

Hear the soldiers groan
All quiet and alone

There’s something in the air
The people they all sit and stare
And tell me what they point to tell me where
And tell me…

Who’s gonna throw the very first stone?
Whose gonna re-set the bone?
Sitting with his head in a sling
I hear the soldier sing

Working for the church while your family dies
Little baby sister gonna lose her mind
Every spark of friendship and love will die without a hope

Hear the soldiers groan
All quiet and alone

Sunshine light
Someone teach me how to fly
And onto something for wish I would die, but I just don’t know what
Though I can taste the fear
Lift me up and take me out of here
And make it all concisely clear
You know I’m gonna fade

Working for the church while your family dies
Little baby sister gonna lose her mind
Every spark of friendship and love will die without a hope

Hear the soldiers groan
All quiet and alone
Hear the soldiers groan
All quiet and alone


Arcade Fire "Intervention"

26 janeiro 2007

Desumanos

Não passo lá todos os dias, longe disso, mas quando passo é um desfrutar de coisas boas. A música que ela aponta, os concertos, as imagens, os cinemas, a vida... e a escrita.
Há dias em que fico embeiçada a pensar "Tenho que comentar, tenho que comentar... mas o quê!? À altura disto o que é que se comenta? Vai-te embora gaja, tem juízo!"...
Mas d'hoje não passa.
O Desumanos fez dois anos e quase me passava ao lado. Que não vos passe ao lado, era um desperdício, garanto.
Parabéns, Joanie Bats!

24 janeiro 2007

Briol


21 janeiro 2007

Re-Post

Em resposta a (mais) um Desafio da Hipátia (escolher o post que salvaríamos em caso de incêndio no blog) enviei este texto, um dos primeiros que escrevi minimamente dignos desse nome.
O que aqui se descreve aconteceu e marcou-me. Daí o "re-post".


Forgive me Father for I have sinned. It's been 30 years since my last confession.

Chamava-se Manuel. Devia ser novo ainda na altura, talvez trintas e tantos, alto, bem-parecido, simpático, acessível, sempre disponível e bom ouvinte e ainda por cima, Padre.
Todos gostavam do Padre Manuel, novos e velhos, era disputado pelas famílias influentes para os jantares, recorriam a ele para tudo, opinião ou obra, nunca tanto se fez na freguesia inteira, nunca tanto bailarico se organizou, nunca houve tanta moça disponível para catequizar ou fazer a limpeza da sacristia ou paramentos.
O meu primeiro filme projectado vi-o no salão paroquial. Depois de uma festa qualquer que meteu farto almoço, seguiu-se a exibição de uma fita. Seria de esperar que escolhesse uma qualquer coboiada, mas não, escolheu O Rapaz dos Cabelos Verdes de Joseph Losey.
Também na hora da confissão podíamos contar com ele. Estar à espera em silêncio, a ensaiar a lista de pecados, era angustiante. Depois entrava-se na sacristia, ele estava à espera, sorria.
"Então, conta lá..." Puff, mente em branco, gaita, nem um pecadinho, ái rápido, alguma coisa...
"... aborreceste a tua avó?" Sim! Isso, isso...!
"... não a ajudaste em casa?" Exactamente!
"... não tens estudado nem feitos os trabalhos da escola?" Mais, mais...
"... e disseste palavras feias?" Merda! disse merda!
Saía uma tonelada de cima, ele sabia tudo de cor e salteado, conhecia-nos por dentro e por fora e garantia uma safa divina! Que mais se pode pedir de um padre aos 7 anos?
Mas nada se mantém eternamente na mó de cima e o estado de graça do Padre Manuel não era diferente. Espíritos mesquinhos começaram a espalhar frases maldosas aqui e ali, quem conta um conto acrescenta um ponto e num ápice passou de santo a crucificado na praça pública.
A gota de água veio na forma de uma criança a quem o Padre Manuel deu o seu nome. Escândalo, escárnio, maldizer, ouro sobre azul para a cambada de hipócritas ingratos e de memória curta que conseguiu assim expulsá-lo da freguesia com o amém dos superiores hierárquicos. Foi enviado algures para os subúrbios de Lisboa, onde aparentemente não fazia diferença ser padre perfilhador de crianças.
Ele foi o primeiro e último padre com P grande que conheci e marcou a minha primeira desilusão com a Igreja. Não sei o que foi feito dele, se continuou a espalhar a "palavra de Deus" com o entusiasmo contagiante que o caracterizava e arrastava tudo e todos. Espero apenas que não seja só amargura o que sente quando ocasionalmente se lembrar de nós.

18 janeiro 2007

My heart


(daqui)

My heart is mine alone

It's not that I'm being selfish
I've tried giving it away
but it keeps coming back.

17 janeiro 2007

Desinformação


(daqui)

Contrariamente aos seus pais, desenvolvera desde cedo um estranho gosto por armas brancas, lâminas afiadas e reluzentes de impecável eficácia.

Só no corredor da morte viria a descobrir que tinha sido adoptado.

16 janeiro 2007

iDiot


(via email do "prof'rui" que nunca mais arranja um blog...)

Eu não sei se foi por ter mudado de cor de letra para que pudesse ver decentemente no ibook dele, mas o que é certo é que o nosso "prof" mandou este mimo que caiu que nem nozes.
E por falar de mudanças, mudei para o novo blogger. Exacto, depois de ter falado cobras e lagartos do dito. E não retiro uma palavrinha que seja. Eram as palavras certas para a altura.
Agora mudei, completamente (con)vencida por ela que também me fez babar pelo mais recente brinquedo cá de casa.
Mudar é bom. Só os iDiotas não percebem isso.

14 janeiro 2007

Para puta, puta e meia...

"Meu amor,

Serve a presente para informar que retirei 250 euros do envelope que guardas junto dos meus sutiãs. Referem-se ao aluguer da nossa cama, daquela onde dormimos, amamos, trocamos palavras ou simplesmente fodemos.
Tenho de cortar o cabelo, pintá-lo, está uma desgraça e já não me consigo olhar no espelho. Vou aproveitar e fazer os pézinhos também, talvez mesmo as unhas das mãos.
Se sobrar algum, vou comprar uma roupinha que deus sabe que bem preciso.

Com amor (sem ironia!)

Eu

PS... só tinhas notas de 100, amanhã trago o troco."

31 dezembro 2006

Feliz 2007

Uma fugida a esta casa semi-abandonada para deixar a todos os que por aqui passam o mesmo desejo do ano que passou:
Desejo-vos força, engenho e paixão para espremer o sumo à vida, no matter what...
Feliz 2007 !

23 dezembro 2006

Boas Festas Boas

The Pogues and Kirsty MacColl - Fairytale of New York

É a minha canção de Natal, deixo-a aqui para vocês.
Votos de Festas Boas, muitas e onde melhor vos aprouver.
Cuidem-se bem.
Beijos

22 dezembro 2006

19 dezembro 2006

Paredes

Uma parede nunca é tão sólida quanto aparenta.
Há sempre fissuras, maiores ou mais pequenas, umas expostas, outras ocultas debaixo de uma camada de argamassa ou tinta.
Quando surgem irritam, não deviam estar ali, são despropositadas. E remendam-se rápidamente, uma demão de tinta e pronto...
Prefiro as fissuras expostas, abertas ao sol e ao ar. Prefiro...mas não pratico.

15 dezembro 2006

Comento, não comento, comento, não comento...

Estava o altíssimo lá bem no alto completamente chateado, farto de coçar os tomates, sem mais nenhuma ideia luminosa para foder o pessoal cá em baixo ("filhos da puta, são mais resistentes do que pensava, nunca mais se extinguem!") quando de repente cai uma maçã da árvore do pecado e lhe acerta em cheio na divina cabeça.
"YES!" exclamou ele.
No dia seguinte apareceu a nova versão Beta do blogger.

14 dezembro 2006

Folclore

(Inclinada à janela, o peito a querer saltar do decote XXL, berra para o fedelho tresmalhado há horas na rua:)
- "Felhipe"! Anda p'ra casa, sê filhadaputa!
(Joelhos esfolados, sapatilhas rebentadas por horas de futebol, farto de ouvir o mesmo chamamento a cada cinco minutos:)
- Já vou, Mãe!

08 dezembro 2006

Fim de semana grande

Vou pó campo.
Divirtam-se ou qualquer outra coisa que vos apeteça... muito.
Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.
Até domingo!

06 dezembro 2006

Delícias tradicionais Islandesas


"On the more adventurous side is slátur, which literally means "slaughter" but is like haggis. And for those with nerves of steel and stomachs of iron, the menu for the Thorri midwinter feast (January/February) is a real challenge. Delicacies there include some quite indelicate cuts of meat, including boiled sheep's head (on the bone or pressed), ram's testicles pickled in whey, and loin bags. But what really sorts the men out from the boys is rotten shark, cured by burying, washed down with a well-deserved shot of Black Death schnapps. Hint for beginners: if you manage to get it past your nose, you're half way there."
daqui

Em busca de informação diversa e assim muito, muito geral sobre a Islândia, país escolhido por mim para uma apresentação de Power Point que se quer fabulosa e mesmo deslumbrante, dei de caras com esta descrição de alguns pratos típicos e, como direi, complicados de engolir.
A lista inclui estômago de carneiro recheado com miudezas e um cereal que não lembro agora, cabeça de carneiro cozida, tomates de carneiro conservados em soro de leite, "loin bags" que não sei o que é e até tenho medo de perguntar.
Mas a "pièce de résistance" ou, como eles dizem, o que separa os homens dos rapazinhos, é a malguinha de tubarão apodrengado previamente enterrado no calhau durante semanas e empurrado com a ajuda de uma merecida dose de "schnapps" Black Death. Dizem eles que se o tubarão passar a barreira do nariz, é meio caminho andado para a goela.
Alguém tem uma receita de larvas de escabeche que me possa arranjar?

05 dezembro 2006

As palavras dos outros

...
"Minhas sensações são um barco de quilha prò ar,
Minha imaginação uma âncora meio submersa,
Minha ânsia um remo partido,

E a tessitura dos meus nervos uma rede a secar na praia!"
...
"Ode marítima", Álvaro de Campos

Obrigada, compadre.
Pelas palavras certas no momento certo.
Nunca olhei a sério para este homem(ns), talvez tenha chegado a hora. Mais vale tarde...

03 dezembro 2006

Homens

daqui

The geese are leaving
The shedding hair of Norton
Falls like slender leaves
Norton sighs aloud
The naked trees dance for death
The air is a knife
A young man, a girl
The golden peach is ripe and firm
Edward Norton
A blue milk sky
Edward Norton eats ice cream
Red convertible

29 novembro 2006

Cu-rente

Só por causa de ter falado da roupa interior dele, tramou-me bem tramada. Não perdes pela demora!
Então aí vai:
1 - ALTURA:
Varia entre 1.62 e 1.64. Nunca tirei a coisa a limpo.
2 - QUE SAPATOS ESTÁS A USAR?
Confortável sapatilha preta.
3 - MEDO?
Da morte daqueles que amo. Mas não penso muito nisso. De alturas, tenho vertigens e fico mesmo aflitinha durante algumas levadas. De cobras, acho um animal lindo mas apavoram-me. Valha-me a sorte desta terra não ter ponta de cobra... das que rastejam!
4 - OBJECTIVOS A ALCANÇAR:
Ser feliz, fazer os outros felizes, e nunca, mas nunca embirrar com os putos se um belo dia lhes apetecer serem jardineiros em vez de dótores de qualquer coisa. Políticos ou advogados é que vai ser difícil de engolir!

5 - FRASE QUE MAIS USAS NO MESSENGER?
Só uso no escritório e depende do dia, da neura ou da falta dela. Acho que a melhor foi "Quero ir pastar cabras para o Masai Mara!!!" e resultou de um dia de cão mesmo.

6 - MELHOR PARTE DO CORPO?
Boca, acho... e a curva das costas. E a unha do sexto dedo do pé direito.
7 - PALAVRÕES?
Óó. A certa altura tive de me conter por causa dos putos e então dizia em inglês. O problema é que o mais velho fala melhor inglês que português e comecei a ouvir também fuck e shit a torto e a direito. Como francês tb não resulta e alemão não sei, tenho mordido a língua para não sair com uns "F" bem aviados.
8 - LADO DA CAMA?
Fiquei com o lado direito mas às vezes visito o outro lado.
9 - TOMAS BANHO TODOS OS DIAS?
Geralmente, principalmente no inverno, quando chove muito.
10 - GOSTAS DE TOALHAS QUENTES?
Para quê, exactamente? Para a versão de Inverno do "tás aqui tás a levar com um pano encharcado nas ventas!"?
11 - URSINHOS DE PELÚCIA?

Como diz que disse?!
12 - ACREDITAS EM TI MESMO?
Tenho dias. Já foi pior!
13 - DÁS-TE BEM COM OS TEUS PAIS?
Sim, mas sou uma filha desnaturada e meio "fria".
14 - GOSTAS DE TEMPESTADES?
"Apaixonadamente. Passo horas à janela a ver a trovoada." Tal como o desgraçado que me lançou esta armadilha, também fico pasmada a assistir a uma boa trovoada. O segundo andar tem 6 metros de vão de vidro e é como estar na primeira fila à espera do próximo raio, a contar os segundos para o trovão.
15 - DESPORTO?
Gosto de hóquei embora raramente veja. Admiro a graciosidade e rapidez dos rapazes. Do futebol é assim como quando nos perguntam se gostamos dos paizinhos... que diabos podemos dizer? E esta noite temos o nosso Sporting a dar uma vergastada aos lampiões que até vai na brasa! Natação. Mergulho. Gostava de esgrima quando não tinha aquele aparelhómetro eléctrico agarrado ao corpo. E sempre desejei praticar uma arte marcial, não pelas cargas de porrada que poderia dar mas pela filosofia da coisa.

16 - PASSATEMPOS E HOBBIES?
Blogar (mais uma!), fotografia embora não pratique há anos, música, o meu verdadeiro e fiel vício desde que me reconheço como gente.
17 - FOBIAS E MANIAS?
Fobias, fobias, acho que nenhuma. Quanto às manias, ver lá em baixo.
18 - QUANTAS VEZES O TEU NOME JÁ APARECEU NOS JORNAIS?
Acho que nenhuma, nem no jornal da escola, sempre primei pelo low profile. Saí em livro, não é bem a mesma coisa mas deve servir.

19 - CICATRIZES NO CORPO?
De duas cesarianas.
20 - DE QUE TE ARREPENDES DE TER FEITO?
"Tenho por filosofia que os erros são importantes para aprender e para formar carácter. Assim, tiro sempre algo positivo de todas as experiências e não me arrependo de nada." Como não me ocorre dizer isto por outras palavras, desculpa lá ó Helder mas fiz "cópipasta".
21 - COR FAVORITA?

Depende da disposição mas acho que o Branco.
22 - UM LUGAR ONDE NUNCA ESTIVESTES E GOSTAVAS DE IR?
Argentina, Patagónia, Terra do Fogo, Alaska, qualquer deserto.

23 - MANHÃS OU NOITES?
Noites, sempre.
24 - O QUE TENS NOS BOLSOS?
Um corta-unhas, acabei de cortar os cutrunhos ao mais novo.
25 - QUE FARIAS SE FOSSES PRIMEIRO-MINISTRO?
Sou politicamente inculta (existe?). Tenho a minha cor política mais por tradição, como quem diz que é católico e acrescenta rapidamente "não praticante". Não acredito em nenhum político. Talvez até tenham boas intenções no início mas depois prostituem-se vergonhosamente à custa da população e não admito isso, causa-me nojo. Quanto a uma medida prática, mudava o parque automóvel do governo para os carros mais baratinhos do mercado. Todos os meses a Assembleia fecharia por 3 dias durante os quais os deputados (PM incluído) fariam serviço cívico junto de instituições diversas.
26 - SE GANHASSES O EUROMILHÕES QUE FARIAS AO DINHEIRO?
Deixa ver... pagava a casa, fazia umas obras na da 'nha mãe, ajudava uns projectos familiares à espera de verba, contribuía com ajuda prática para instituições de putos, fazia a minha viagem de sonho (ver acima).

27 - SE TE CAÍSSE NAS MÃOS A LÂMPADA DE ALADINO O QUE FARIAS? QUE DESEJOS PEDIRIAS?
"Paz, pão, habitação, saúde..." só que eu não acredito no Aladino, nem no pai natal, nem no coelhinho da Páscoa nem na fada dos dentes, nem nos políticos (esta já disse!)

28 - SE O MUNDO ACABASSE HOJE ÀS 23h59m QUE FARIAS ATÉ LÁ?
Não sei. Era capaz de me dar uma diarreia tal que ia morrer sentada na sanita. Morte de merda!
29 - SE TIVESSES UM FILHO SEM SABER COMO, SEM RAZÃO NENHUMA, QUE FARIAS?

Estilo visita do Espírito Santo? Ou estilo a amante do meu homem largar-me o ganelho à porta de casa dentro de um saco plástico do Modelo? Não percebi. Mas esqueçam, dois chegam! O homem da casa bem me tenta convencer que não tinha que tirar uma menina, já criadinha, com os seus 20 aninhos. Eu sempre lhe digo que por mim tudo bem, desde que tenha um irmãozinho gémeo...

E porque não sou flor que se cheire, achei por bem acrescentar esta pergunta da minha lavra:

30 - Se o teu filho/filha um dia te dissesse que queria ser advogado/a ou político/a, como reagirias?

Quanto aos desgraçados a quem vou enviar esta cu-rente, "the oscar goes to":
Tyler Durden - se não tens blog é boa altura para criar um, caso contrário mi casa es su casa e terei todo o prazer em postar a tua resposta.
Foi em Novembro que partiste... - porque ambos gostamos da fada verde.
Pandora's Box - porque gosto de Sagitários.
A Julgar pelas Aparências - eu sei, não devia, já te tramei uma vez, mas foi há tanto, tanto tempo!

É tudo, malta. Let's be careful out there!

"Pai Natal, Pai Natal, dá-me uma boneca..."

(aqui)

26 novembro 2006

Grandes

(daqui)
Muito bom, Tyler, tinhas razão. Continuo a considerar Heat o melhor, mas este enche as medidas.

24 novembro 2006

Ilusões

Ela terá pouco mais de 30 anos, é uma mulher bonita, habitualmente faladora de tudo e de nada e de riso fácil. Foi por isso difícil dar de caras com ela hoje, de olhos vermelhos e baços.
É amiga da minha compincha da bica pós almoço e não há propriamente intimidade entre nós mas ela já tinha passado para além de qualquer tipo de embaraço ou prurido e passou a explicar: “O meu marido anda com outra”. Tal frase só costuma ter cabimento em filmes, não na vida real e muito menos naquela mulher à minha frente.
Mas aparentemente assim era. Uma estúpida coincidência, um telefonema feito a desoras mais uma história que não batia certo foram o ponto de partida para suspeitar que algo estava muito errado. Decidida como é, não demorou a descobrir quem era a “outra”. Agora que tinha a informação, não sabia o que fazer.
Tinha parado há pouco com a pílula para finalmente ter o filho sempre adiado e agora tinha estoirado aquela bomba e estava à nora, desorientada, pasmada, sem conseguir sequer falar com o marido, esfregar-lhe tudo na cara.
Tinham uma relação sólida, eram apaixonados, amavam-se, ele amava-a, ela sabia isso, tinha provas disso. E por isso apenas não sabia o que fazer. Como era possível ter sido infiel?
E no meio daquela cena dolorosa que não se deseja a ninguém, eu só pensava “como é possível acreditares que não podia acontecer?” Como é possível alguém casar e acreditar que aquele homem ou mulher ao seu lado é “seu”?
Chamem-me fria, desapaixonada e cínica mas não acredito na fidelidade. Aprendi desde muito cedo que “até que a morte nos separe” foi inventado por alguém claramente não na posse das suas faculdades mentais.
“Mas ele ama-me!” E alguém diz o contrário? Claro que sim, mas aparentemente precisou de uma experiência nova, de mais alguém, cansou-se de comer pudim e apeteceu-lhe mousse de chocolate. “Mas o que é que eu faço agora?” Espera. Pode ser que seja passageiro, um aventura apenas, um fugir à rotina, voltar a sentir-se vivo e desejado e não tomado como certo. Se continuar, fala. Falem. E decide se o amas a ponto de aceitares que és amada mas não és a única. Não será fácil, será necessário reavaliar as necessidades e limites de cada um, voltar com a relação à estaca zero, aprender as novas regras do jogo e jogar para ganharem os dois.
Mas se, passado um tempo, os olhos continuarem baços e sentires a alma a perder brilho a cada dia que passa, está na hora de ir embora enquanto não há crianças e antes que a amargura chegue.
Tudo isto não lhe disse. Não tenho intimidade suficiente para lho dizer e mesmo que tivesse não sei se teria coragem.
É uma daquelas coisas que, se um dia precisar, gostaria que alguém me dissesse. Pelo sim pelo não, o melhor é guardar uma cópia disto à mão, não vá o diabo tecê-las.

23 novembro 2006

A Pan-queca

Cedo, cedinho, estrada fora a caminho da escola, ainda a tirar a última ramela do olho esquerdo:
- Ó mãe, afinal o que é uma panqueca?
- Ó filho, é uma queca global!
- Ó MÃE!!!...
(Quem o manda fazer perguntas difíceis logo pela manhã?)

Adenda: amor com amor se paga (paga?!... enfim!) e a Maria achou por bem fazer o "boneco" da coisa... obigada, kida.

21 novembro 2006

Tirar o dente de miséria

Sexta
aqui
Lindo, lindo, doce e amargo mais toujours l'amour.
Ideal para levar dois gajinhos préviamente traumatizados por Paris.
Agora é que nunca mais querem lá por os pés!

Sábado
aqui
O mundo especial de dois "aspies".
Um filme a ver sem falta até porque de repente reconhecemos familiares ou amigos ou colegas...
Os gajinhos viram tudo até ao fim sem um pio e gostaram.

Domingo
aqui
Um nó na garganta de todo o tamanho.
Uma eventual realidade não tão longe quanto possa parecer... ou não.
Como sempre, cabe-nos a nós. Como tudo na vida.
Este os gajinhos não viram, não é para os olhos deles ainda.

20 novembro 2006

De volta


Porto, 1.11.2006

13 novembro 2006

5 Marias... digo, manias

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

A nossa menina largou a batata quente à porta da tasca e sentou-se à espera... e ainda bem, que já faz uma semana e eu a fazer-me de distraída e ela a bater-me à porta "então ouve lá, tu vais tirar os esqueletos do armário ou quê, olha que eu dou-te com a "cane" e mais isto e mais aquilo".
Ok, 'tá bem, deixa ver se desenterro mais umas manias além daquelas que postei há uns meses:

1- Não posso ter nada entre mãos.
Já entreguei faxes ao meu chefe completamente dobrados e redobrados até ser impossível mais qualquer tipo de dobra. A culpa não é minha, alguém me interrompeu o trajecto, distraí-me e pronto. As correias das malas também sofrem mas aí é diferente, agarro-as com a palma da mão e aperto-as devagarinho às vezes até notar que me está a fazer doer a parte de dentro dos dedos. E já descobri quando começou o gosto pelas "actividades manuais", foi na primária, quando saía de casa com uma bata imaculada e chegava à escola já com uma barra de tecido amarrotado, enrolado no dedo indicador. Isto tem de ter uma explicação e cheira-me que é doentia.

2- iPod
Os cerca de 30 minutos diários de iPod a começar no autocarro e até chegar à porta do escritório valem ouro para mim, reconciliam-me com o mundo se estiver furiosa com ele ou simplesmente embalam-me até ao meu destino.

3- Não chegar atrasada ao cinema.
Ando sempre atrasada, é um defeito péssimo, mas chegar atrasada a um filme NÃO! Por cinco minutos que sejam, fico de trombas e posso mesmo fazer uma cena, prefiro ir embora e voltar no dia seguinte. Quem viu "Palombella Rosa" sabe do que falo, tivesse eu perdido os minutos iniciais do filme e ficaria o tempo todo à nora. O mesmo se aplica à mania de sair antes de terminarem as legendas, detesto isso, mas com dois putos loucos para sair da sala tem de ser mesmo.

4- Balançar-me quando atendo um telefone.
Estou muito melhor, mas por vezes acontecia atender uma chamada na secretária de alguém e, se demorasse, começava a balançar-me até alguém pedir para parar. Agora presto atenção e já é raro.

5- Comer mousse de chocolate com a colher ao contrário.
É para fazer render o prazer, passa-se as costas da colher a rasar a mousse e lambe-se, e assim sucessivamente até acabar com a taça ou até quererem fechar o restaurante.

E agora as 5 vítimas convocadas para o sacrifício:
Navego, logo existo
Os (In)separáveis
Desumanos
A rapariga que se paixonou pelo amor
O nascer do sol

Acho que não repeti as vítimas da outra vez.
Estes são igualmente gente que me dá um prazer imenso visitar. Uns acredito que respondam, um irá arregalar os olhos de espanto e perguntar-se de onde saiu tamanha desfaçatez. Eu também não sei, mas sei que do "não" para cima, é tudo ganho.

11 novembro 2006

"Pronto" a vestir


Acabaram-se as desculpas do costume.
Num segundo - ou em 3, para os mais lentos - está-se protegido das intempéries e pronto para o que der e vier (o português é uma língua fantástica!).

Links úteis:
Para encomendar
Como colocar
Mão amiga I
Mão amiga II

(Agradecimentos ao "stôr". Além de instruir, também induca.)

10 novembro 2006

Na boca do mundo

Ao simpático brasileiro que aqui chegou do outro lado do mar dizendo "Amo muito essa bundinha" então obrigada, não há razão para tal exuberância, acho eu, embora o homem da casa diga o mesmo mas ele é suspeito né?...

09 novembro 2006

PdI

(daqui)
Há muito que não falava da PdI, vulgo Puta da Insularidade, que não deixa ir e ver e fazer tudo o que apetece, quando apetece.
Pois fui ver o Chico, pois sim, mas esse é paixão passada por outros. Paixão da boa, sim, mas não entrou em primeira mão pelos meus ouvidos e coração adentro como este menino.
Estão a ouvi-lo ali ao lado? Oiçam, oiçam...
Alguém que vá hoje ao Coliseu de Lisboa por mim, por favor...

08 novembro 2006

Parabéns "mana"!


Pois em verdade, em verdade vos digo que ao saberem já decorridos 50 anos desde que a alva estrela se erguera sobre a terra e tudo o que nela habitava, os olhos se abriram incrédulos, plenos de espanto e encantamento.
E, tomados de súbita reverência, caíram de joelhos e levaram a testa ao chão.
Pois em verdade, em verdade vos digo que não fora a fofa alcatifa aplicada uns dias antes e muitos palavrões se teriam ouvido na casa do senhor (identidade desconhecida desde que ganhou o eurocoiso).

Parabéns, Mana!

06 novembro 2006

03 novembro 2006

Haréns de felicidades, mon amour!

Une manie de vieux garçon
Moi j'ai pris l'habitude
D'agrémenter ma sollitude
Aux accents de cette chanson


{Refrain:}
Quand je pense à Fernande
Je bande, je bande
Quand j' pense à Felicie
Je bande aussi
quand j' pense à Léonor
Mon dieu je bande encore
Mais quand j' pense à Lulu
Là je ne bande plus
La bandaison papa
Ça n' se commande pas.


C'est cette mâle ritournelle
Cette antienne virile
Qui retentit dans la guérite
De la vaillante sentinelle.


{Refrain:}
Quand je pense à Fernande
Je bande, je bande
Quand j' pense à Felicie
Je bande aussi
quand j' pense à Léonor
Mon dieu je bande encore
Mais quand j' pense à Lulu
Là je ne bande plus
La bandaison papa
Ça n' se commande pas.

Afin de tromper son cafard
De voir la vie moins terne
Tout en veillant sur sa lanterne
Chante ainsi le gardien de phare


{Refrain:}
Quand je pense à Fernande
Je bande, je bande
Quand j' pense à Felicie
Je bande aussi
quand j' pense à Léonor
Mon dieu je bande encore
Mais quand j' pense à Lulu
Là je ne bande plus
La bandaison papa
Ça n' se commande pas.


Après la prière du soir
Comme il est un peu triste
Chante ainsi le séminariste
A genoux sur son reposoire.


{Refrain:}
Quand je pense à Fernande
Je bande, je bande
Quand j' pense à Felicie
Je bande aussi
quand j' pense à Léonor
Mon dieu je bande encore
Mais quand j' pense à Lulu
Là je ne bande plus
La bandaison papa
Ça n' se commande pas.


A l'Etoile où j'était venu
Pour ranimer la flamme
J'entendis émus jusqu'au larmes
La voix du soldat inconnu.


{Refrain:}
Quand je pense à Fernande
Je bande, je bande
Quand j' pense à Felicie
Je bande aussi
quand j' pense à Léonor
Mon dieu je bande encore
Mais quand j' pense à Lulu
Là je ne bande plus
La bandaison papa
Ça n' se commande pas.


Et je vais mettre un point final
A ce chant salutaire
En suggérant au solitaire
D'en faire un hymme national.

Georges Brassens, "Fernande"

31 outubro 2006

Por falar em Homens...

daqui
... hoje vou ao Porto ouvir este Homem cantar.
Até amanhã.

30 outubro 2006

24 outubro 2006

Segunda pele

(daqui)

Amo-te como uma segunda pele, mesmo quando mudas de corpo.

21 outubro 2006

Histórias Devidas

(daqui)


Já saíu e já comprei.
Estou na página 175 mas tudo começou aqui depois de ouvir "Sæglópur" dos Sigur Rós. Ali ao lado consegui colocar a gravação. Enfim, um fartote.
Se gostarem do género, não percam o livro que deu origem ao projecto, "Pensei que o meu Pai era Deus".

18 outubro 2006

De olhos em bico


Em jeito de agradecimento ao rapaz do post ali em baixo.
"Que não consigo ver, que é difícil", patati patata... "poizé" filho, tudo o que é bom dá trabalho.
Põe os olhos em bico que vais ver que vale a pena.
(fanado à Sãozinha, abençoada seja!)

16 outubro 2006

As palavras dos outros

Hoje as palavras são do homem da casa, muito sensível a estas coisas da língua.
Então boa semana!
"Gosto do Brasil. Eles sabem usar a língua.
Lá dizem “me come!”, baixinho, quase gemendo. Cá diz-se “fode-me!”. O que é, obviamente, muito diferente (e, ainda assim, é muito raro). A boçalidade é muito mais evidente. É campestre. É coisa de ovelhas. A nossa língua é mais entaramelada, tem que soltar a língua como no Brasil.
“Chupa no meu pau” não é “faz-me uma mamada”. Há aqui qualquer coisa de camionista, em evolução desde a fase pastoril, nos montes Hermínios. Gente bruta, celta-e-bera, pouco dada ao contemplativo…
“Ora vira pra cá a melancia”, não pode! “Me chega essa bundinha”… é muito melhor! E mesmo musical...
Claro que “bate-me uma punheta” (reparem: nhê-ta, isso existe?) não tem comparação com “cê quer me passar o carrinho de mão?”. Muito mais descritivo…
Já “xoxota” não é tão bom, mas ainda assim é muito melhor que "rata"…
E o nome do bicho: “pica”, “pau”, interessante. Muito mais tesão do que “piça” (parece mole) ou “pichota”, valha-me deus!
Mas tudo bem: feios porcos e maus. Nunca tão maus como os espanhóis que lhe chamam “polla”.
Ai o caralho!"

13 outubro 2006

Alma leve

Ergue a cabeça, braços caídos atrás das costas, estende o peito e
avança!
Um, dois, três, quatro,
roda sobre ti mesma em pequenos passos
Um, dois, três, quatro,
pára!
Pose... perna esquerda flectida, a direita afastada, mãos nas ancas, cabeça voltada em jeito de desafio e
fica!

Aproxima agora a perna, lenta, preguiçosa,
tocam-se os pés e logo o direito se afasta, desenha um círculo e
pára!

Um, dois, três, quatro,
dois passos em frente e
pára!
Pose... perna esquerda flectida, a direita afastada, mãos nas ancas, cabeça voltada em jeito de desafio e
fica!
Aproxima agora a perna, lenta, preguiçosa,
tocam-se os pés e logo o direito se afasta, desenha um círculo e
pára!
Mão direita na anca, lança o braço esquerdo, em pose lânguida
acompanha com a perna, dobra ligeiramente o joelho, insiste e
retoma!
Lança agora o braço direito e deixa-o ficar
gira lentamente até à mão, lá longe
pousa o queixo
completa a roda
desliza as costas da mão do queixo pela face até à cabeça
desce pela outra face já palma da mão
troca as pernas e
vira!
Braços flectidos atrás das costas
palmas das mãos viradas para o solo
cabeça erguida em jeito de desafio e
pára!
... recomeça...

09 outubro 2006

06 outubro 2006

À espera do "House",

que nunca mais começa, devo dizer que o ponto alto do dia foi o café beberricado há bocado na esplanadinha do Figos enquanto o Tomás treinava as vogais em versão arroto.
O "e" está perfeito, o "i" e o "u" ainda estão fraquinhos mas mais uns dias e ficam impecáveis. Tão prendado, este meu filho!