29 junho 2005

O primeiro concerto dos infantes

"Não!... não queremos ir, podemos ficar em casa?... e na casa da tia Teresa?..e na da tia...?"
Como democracia não rima com paternidade, lá foram eles trombudos para o Faial. Pelo caminho ainda apanhámos a Helena, 15 anos exuberantes e com a espontaneidade à flor da pele, já deve andar a partir muitos corações.
O concerto foi no complexo balnear, um dos muitos e recentes complexos construídos ao longo da costa madeirense (alguém agora comentaria que "não vejo aumentos há 3 anos, mas pelo menos tenho um fartote de piscinas!").
O espaço é bonito, fica na foz da ribeira, à noite ganha um dramatismo acentuado pelo barulho das ondas e pelas luzes montadas para o concerto.
A caminho de um cachorro quente com uma bejeca, ainda passámos pelas estrelas da noite, ali à conversa no meio da multidão. Aliás, na altura ainda era só multi... a dão foi chegando a pouco e pouco.
Entretanto, o Tomás já se queixava das pernas, o Kiko perguntava se já tinha acabado, rezinguice constante, um fresquinho nocturno típico de beira-mar... e começou!
Corremos para a frente do palco, um som estrondoso, já nem me lembrava como aquele som nos sacode fisicamente, os putos estão esgazeados, não sei bem se de espanto ou terror, mas não fogem.
Aguentam 2 ou 3 canções e temos que recuar lá para o fundo, sentar e ficar o resto do concerto a cantar o refrão das canções que passam na rádio. Aliviado, o Kiko até se aventura de novo numa corrida para fotografar os músicos junto ao palco. Volta passados minutos, com um ar de pés-para-que-vos-quero, e mostra as fotos no telefone, autenticos borrões de luz dos focos. "Oh well !". E vai para perto ensaiar mais uma luta de dinossauros ou de um Splinter Cell qualquer.
Os EZ Special são ok, conseguem aquecer o pessoal habitualmente pouco dado (habituado?) a grandes demonstrações de entusiamo, arrancam refrões e palmas, fazem encores e voltamos todos para casa contentes e a cair de sono.
Meus bichinhos, este foi o vosso 1º concerto, o da mamã foi o Rod Stewart no Restelo (ou seria Alvalade?) e o do papá foi o Frank Zappa no Hammersmith Odeon.
Daqui só podemos concluir que o papá é um cachorro sortudo!

São 00.50 e ainda dá para ouvir "Bobby Brown".

1 comentário:

Dáry disse...

Não há como não ter orgulho em amadrinhar um puto zen assim como o meu Kiko...